quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

9 de Janeiro de 2013

Saramago dizia aos jornalistas e outros escritores, que aborrecia-se ao falar de literatura, que preferia falar do mundo, porque o mundo precisa de ser falado.
O Médio Oriente precisa de ser falado, Istambul precisa de ser falado, o Brasil precisa de ser falado, esta geração precisa de ser falada. Esta geração estava á espera. Estava á espera de educação, de liberdade, de emprego. Estava à espera de participar de mudar o mundo.
Graças ás redes sociais, estas gerações podem partilhar as suas frustrações. Deixaram de estar sozinhos.Agora têm aliados. E têm poder.
Os governos poderiam tentar criar uma geração com ideias proprias, autonomia, que criassem crescimento, ao invés disso, poupam no unico sector que não deveriam cortar: Na Educação.Estão a criar uma juventude sem prespectivas, uma juventude mesquinha e acostumada ao marasmo, sem espirito de iniciativa nem ciratividade.

Antes, a riqueza das nações dependia de capacidades de acesso a recursos naturais e de acréscimo de níveis de produção.Agora, a chave do progresso devia depender do conhecimento.
Mas em Portugal existe  umdéfice de desenvolvimento científico e tecnológico, talvez fruto da interiorização de um sentimento muito antigo, que origina o desprezo pelas artes mecânicas, estimulantes do dinamismo da economia, e a valorização das ocupações políticas, académicas e guerreiras, propícias à letargia da sociedade.
O nosso atraso científico e tecnológico é fruto das decisões politicas, que levanta dificuldades ao empreendedorismo, à abertura e à inovação. O atraso científico e tecnológico é também consequência da inacção dos agentes económicos, que quase sempre preferem o culto do negócio, isto é, a compra e a venda, em prejuízo da produtividade, que é o alicerce da criação da melhor riqueza. O atraso científico e tecnológico é também a consequência da falta de uma estratégia de desenvolvimento, insuficientemente procurada pelas universidades, nem sempre admitida como indispensável pelos governos, nem sequer requerida pela própria sociedade. O esboço de uma tal estratégia de desenvolvimento exige, entretanto, maior investimento. Com efeito, o desenvolvimento científico e tecnológico não será uma realidade, nem sequer um projecto, enquanto o financiamento médio por investigador em Portugal for de cerca de 1/3 da média da Europa, que por sua vez é de cerca de ½ da média dos Estados Unidos, e enquanto a percentagem de licenciados em Portugal for de apenas ½ da OCDE.

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