A nação está como está. O retrato do pais é o mesmo desde à
um século atrás. Nada se modificou: uma agricultura precária, decadente, uma indústria
que fica atrás de todas as outras, a política é corrupta.
Ninguém se respeita. Não existe solidariedade entre
cidadãos. Já não se crê na honestidade dos homens públicos. A classe média cada
vez mais estabelece-se na imbecilidade e na estagnação, na inercia. O povo está
na desgraça. Os serviços públicos estão a ser deixados numa rotina entorpecida.
O desprezo pelas ideias aumenta a cada dia. Uma pessoa dentro da “caixa” é
considerada o ideal para ocupar cargos altos, uma vez que é mais fácil de ser maleável
e influenciada. O tédio invadiu as almas assim como a mediocridade. A ignorância
pesa sobre o povo como um nevoeiro.
O descalabro económico cresce, cresce, cresce… O Comercio extenua.
A indústria enfraquece. O salário diminui e enfraquece o poder de compra
criando miséria, e viciando cada vez mais o ciclo económico.
O estado é considerado na sua acção fiscal como um ladrão e
encarado como um inimigo.
O país está perdido e ninguém se ilude. Será que perdemos
totalmente a inteligência ou estaremos só adormecidos, como um grande monstro,
ou apenas um gatinho?
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