sábado, 12 de janeiro de 2013

12 de Janeiro de 2013



A nação está como está. O retrato do pais é o mesmo desde à um século atrás. Nada se modificou: uma agricultura precária, decadente, uma indústria que fica atrás de todas as outras, a política é corrupta.

Ninguém se respeita. Não existe solidariedade entre cidadãos. Já não se crê na honestidade dos homens públicos. A classe média cada vez mais estabelece-se na imbecilidade e na estagnação, na inercia. O povo está na desgraça. Os serviços públicos estão a ser deixados numa rotina entorpecida. O desprezo pelas ideias aumenta a cada dia. Uma pessoa dentro da “caixa” é considerada o ideal para ocupar cargos altos, uma vez que é mais fácil de ser maleável e influenciada. O tédio invadiu as almas assim como a mediocridade. A ignorância pesa sobre o povo como um nevoeiro.

O descalabro económico cresce, cresce, cresce… O Comercio extenua. A indústria enfraquece. O salário diminui e enfraquece o poder de compra criando miséria, e viciando cada vez mais o ciclo económico.

O estado é considerado na sua acção fiscal como um ladrão e encarado como um inimigo.

O país está perdido e ninguém se ilude. Será que perdemos totalmente a inteligência ou estaremos só adormecidos, como um grande monstro, ou apenas um gatinho?

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

9 de Janeiro de 2013

Saramago dizia aos jornalistas e outros escritores, que aborrecia-se ao falar de literatura, que preferia falar do mundo, porque o mundo precisa de ser falado.
O Médio Oriente precisa de ser falado, Istambul precisa de ser falado, o Brasil precisa de ser falado, esta geração precisa de ser falada. Esta geração estava á espera. Estava á espera de educação, de liberdade, de emprego. Estava à espera de participar de mudar o mundo.
Graças ás redes sociais, estas gerações podem partilhar as suas frustrações. Deixaram de estar sozinhos.Agora têm aliados. E têm poder.
Os governos poderiam tentar criar uma geração com ideias proprias, autonomia, que criassem crescimento, ao invés disso, poupam no unico sector que não deveriam cortar: Na Educação.Estão a criar uma juventude sem prespectivas, uma juventude mesquinha e acostumada ao marasmo, sem espirito de iniciativa nem ciratividade.

Antes, a riqueza das nações dependia de capacidades de acesso a recursos naturais e de acréscimo de níveis de produção.Agora, a chave do progresso devia depender do conhecimento.
Mas em Portugal existe  umdéfice de desenvolvimento científico e tecnológico, talvez fruto da interiorização de um sentimento muito antigo, que origina o desprezo pelas artes mecânicas, estimulantes do dinamismo da economia, e a valorização das ocupações políticas, académicas e guerreiras, propícias à letargia da sociedade.
O nosso atraso científico e tecnológico é fruto das decisões politicas, que levanta dificuldades ao empreendedorismo, à abertura e à inovação. O atraso científico e tecnológico é também consequência da inacção dos agentes económicos, que quase sempre preferem o culto do negócio, isto é, a compra e a venda, em prejuízo da produtividade, que é o alicerce da criação da melhor riqueza. O atraso científico e tecnológico é também a consequência da falta de uma estratégia de desenvolvimento, insuficientemente procurada pelas universidades, nem sempre admitida como indispensável pelos governos, nem sequer requerida pela própria sociedade. O esboço de uma tal estratégia de desenvolvimento exige, entretanto, maior investimento. Com efeito, o desenvolvimento científico e tecnológico não será uma realidade, nem sequer um projecto, enquanto o financiamento médio por investigador em Portugal for de cerca de 1/3 da média da Europa, que por sua vez é de cerca de ½ da média dos Estados Unidos, e enquanto a percentagem de licenciados em Portugal for de apenas ½ da OCDE.

sábado, 5 de janeiro de 2013

5 de Janeiro de 2013

Agora sei.

É inevitável.

É como se fosse um ship, que nasce com todos os humanos há face da terra.

Por muitas voltas que tentemos dar;

Por muito que neguemos: é oficial!

Andamos desesperadamente à procura de algo superior a nós. Para quê?

Para que nos torne as nossas vidas desprezíveis e limitadas o mais suportável possível.

O quê?

Vulgarmente conhecido como o amor? Será uma forma de vida?


Será o amor que nos faça flutuar na terra, como se a lei da gravidade não fosse apenas uma lei que não passa de uma simples teoria.

E será mesmo que o amor existe? Ou será apenas uma manobra comercial exposta nos filmes de Hollywood?
É a sua ausência que nos torna amargo e vazio? Tantas perguntas sem respostas!
Porquê é que todas as pessoas tentam desesperadamente encontrar a sua alma gémea.

Então e se uma morrer antes de encontrar a outra metade? Viveram infelizes.


Quando interroguei, apenas obtive como a resposta o silêncio. O silêncio da ignorância.

Não existem pessoas às metades. Eu sou completa sozinha.