Mal meti os pés em casa, o pai zézé agarrou-me (com força) pelo braço, mas com aquela suavidade só dele, levou-me até ao meu quarto.
Quer falar comigo, pensei. WRONG!
- Não tens nada que me queiras dizer? – perguntou.
-Que eu saiba, não…! - respondi repentinamente, um pouquito assustada
- Margarida Rosa ! - Disse esforçando-se para não se rir na minha cara. (Não percebi)
Okay, vamos pensar em conjunto. Mas por muito que me esforçasse, não encontrava nada que me levasse a contar-lhe alguma coisa…!
Sim, eventualmente pode ter descoberto aquilo, mas nunca iria afazer esta cena!
acenei que não.
Só o vi abrir a primeira (grande) gaveta da mesinha de cabeceira do meu quarto e soltei um AHHHHHHH, e mordi o lábio
Bela merda, tinha sido apanhada e automaticamente tinha dito que era meu, à descarada.
Agora só faltava a previsível pergunta, á qual eu não conseguiria escapar
- Tu fumas, Margarida Rosa?
- Oh papai, achas?
- Margaridaaaaaa ROSA !
-Não pai! (olhar ameaçador) Talvez…!(continuação do olhar ameaçador) Ás vezes pai ! muito raramente, quase nunca. o maço não é meu ! – Ele olhou para mim com a cara de quem não está a acreditar em NADA. - Não é TOTALMENTE meu.
não disse nada. OLHOU-ME, o suficiente para me fazer tremer, e para meu pasmo, atirou o maço preto para a cama e desatou-se a rir.
- Tu não tens juízo nenhum pois não?
Não respondi pois não era suposto fazê-lo.
- Este passa a ser da minha conta. É que o meu está a acabar.
Ai, quem se riu, depois fui eu. Mas não teve muita piada.
Era Malboro!
Era Malboro!