sábado, 31 de dezembro de 2011

31 de Dezembro de 2011

Não comecem o ano com promessas ditas da boca para fora, mas sim esperanças emanadas do vosso coração, porque a foda é que nós preferimos mentir para nós mesmos do que encarar a verdade.

Imaginem uma nova vida para vocês e acreditem nela.

Façam o favor de serem felizes.

domingo, 25 de dezembro de 2011

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

21 de Dezembro de 2011

Margarida: Nós fazemos normalmente o que o coração manda.
Pedro: Não há nada mais forte que a nossa mente.


Há que deixar correr o passado. Não o posso esquecer, apenas aceitá-lo.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

19 de Dezembro de 2011

Nos gostamos de pensar que estamos no controlo da vida, que escolhemos os nossos caminhos, fazemos as nossas escolhas e somos os culpados dos nossos próprios erros, mas a verdade é que, a ideia que podemos controlar o nosso destino, é uma ilusão.
Podemos ter os amigos mais leais, o emprego de sonho, o amor mais verdadeiro,  mas no fim do dia, tudo o que podemos fazer é torcer para termos força para aceitar o que nos acontece.



domingo, 18 de dezembro de 2011

18 de Dezembro de 2011

- E se eu perder tudo?
- Vais continuar a ter-me.
Talvez não seja os laços de sangue que nos tornam uma família.  Talvez sejam as pessoas que conhecem os nossos segredos e que nos amam de qualquer maneira para que possamos ser finalmente nós mesmos.
O nosso amor é como o vento, não se pode ver, mas pode sentir-se.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

7 de Novembro de 2011

Eu: A ouvir Led Zeplin no meu MP3 player
Rapaz desconhecido com mania: O que estás a ouvir?
Eu: Led Zepelin
Rapaz desconhecido com mania: ught eu odeio Led Zeplin! e eles parecem tão (...)
Eu:  Shh, sh, sh! Estás a ouvir?
*lLONGAAA PAUSA*
Eu:  Este é o som ... of no one caring.


A única coisa que eu desejo é: nunca mudar. Sinto-me feliz.

domingo, 11 de setembro de 2011

12 de Setembro de 2011

Eu queria que o meu cérebro tivesse um mapa para dizer para aonde deve de ir o meu coração

quinta-feira, 30 de junho de 2011

30 de Junho de 2011

Como é que se esquece alguém que se ama? Como é que se esquece alguém que nos faz falta e que nos custa mais lembrar que viver? Quando alguém se vai embora de repente como é que se faz para ficar? Quando alguém morre, quando alguém se separa - como é que se faz quando a pessoa de quem se precisa já lá não está?
As pessoas têm de morrer; os amores de acabar. As pessoas têm de partir, os sítios têm de ficar longe uns dos outros, os tempos têm de mudar Sim, mas como se faz? Como se esquece? Devagar. É preciso esquecer devagar. Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre. Podem pôr-se processos e acções de despejo a quem se tem no coração, fazer os maiores escarcéus, entrar nas maiores peixeiradas, mas não se podem despejar de repente. Elas não saem de lá. Estúpidas! É preciso aguentar. Já ninguém está para isso, mas é preciso aguentar. A primeira parte de qualquer cura é aceitar-se que se está doente. É preciso paciência. O pior é que vivemos tempos imediatos em que já ninguém aguenta nada. Ninguém aguenta a dor. De cabeça ou do coração. Ninguém aguenta estar triste. Ninguém aguenta estar sozinho. Tomam-se conselhos e comprimidos. Procuram-se escapes e alternativas. Mas a tristeza só há-de passar entristecendo-se. Não se pode esquecer alguem antes de terminar de lembrá-lo. Quem procura evitar o luto, prolonga-o no tempo e desonra-o na alma. A saudade é uma dor que pode passar depois de devidamente doída, devidamente honrada. É uma dor que é preciso aceitar, primeiro, aceitar.
É preciso aceitar esta mágoa esta moinha, que nos despedaça o coração e que nos mói mesmo e que nos dá cabo do juízo. É preciso aceitar o amor e a morte, a separação e a tristeza, a falta de lógica, a falta de justiça, a falta de solução. Quantos problemas do mundo seriam menos pesados se tivessem apenas o peso que têm em si , isto é, se os livrássemos da carga que lhes damos, aceitando que não têm solução.
Não adianta fugir com o rabo à seringa. Muitas vezes nem há seringa. Nem injecção. Nem remédio. Nem conhecimento certo da doença de que se padece. Muitas vezes só existe a agulha.
Dizem-nos, para esquecer, para ocupar a cabeça, para trabalhar mais, para distrair a vista, para nos divertirmos mais, mas quanto mais conseguimos fugir, mais temos mais tarde de enfrentar. Fica tudo à nossa espera. Acumula-se-nos tudo na alma, fica tudo desarrumado.
O esquecimento não tem arte. Os momentos de esquecimento, conseguidos com grande custo, com comprimidos e amigos e livros e copos, pagam-se depois em condoídas lembranças a dobrar. Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar.

Miguel Esteves Cardoso, in 'Último Volume'

É a minha única solução.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

21 de Abril de 2011

Sentir que somos a infinidade do mar, a continuação da prancha e sentir a agua fresca por entre os dedos, enquanto observamos calmamente  as ondas á espera que o êxtase se aproxima.

Para muitos serve  para engatar miúdas, para outros serve de explicação para as roupas de surfistas, que usa, para outros simplesmente serve para sentir a areia a entranhar nos pés, sentir o corpo arrepiado com a sensação de liberdade e isolamento, a adrenalina proporcionada, e, tal e qual no seu único sentido, puro.
Não existe forma de descrever apenas sentir.

Jimi Hendrix que o diga na guitarra.



Jimi Hendrix - Voodoo Child  

sábado, 26 de março de 2011

26 de Março de 2011

What can I say


Tenho o fusível curto.
E uma forte urgência de alma livre e independente aliada contraditoriamente com o mórbido desejo de que ele se lembre de mim, e que veja que precisa de mim, da mesma maneira que eu preciso dele. 


The Beatles - All You Need is Love


Neste momento, é tudo quanto preciso. Dele.

quarta-feira, 9 de março de 2011

9 de Março de 2011

Sentei-me no sofá, liguei a tv, fiz zapping nos meus quatro canais, com a intenção de adormecer a ver um bom filme... Como  tal, a rtp2 prendeu-me a atenção com o filme "Hair".
Tão instintivamente como ficar nesse canal, peguei no telemóvel e escrevi :
"Está a dar o TEU filme, vou torturar-me, para depois dizer mal ! ", enviei.

Depois dá-se um flash e recordo-me tortuosamente : NÓS NÃO FALÁVAMOS !
Ligou-me.
- Não te atrevas a insultar Hair! É um dos melhores filmes de sempre. 
Parva, vais ver e vais gostar.
eu ripostei e continuámos a falar, como sempre falámos, antes de tudo o que era discussão.
E agora?

Agora que se lixe, não me apetece pensar muito !
 

domingo, 6 de março de 2011

6 de Março de 2011

o meu pai diz que dou azar ao jogo, e por isso expulsou-me da sala.

- Não pai, não é azar, é o Jesus, que agora tem a o rei na barriga, tem a mania de inventar ao mexer na equipa ...! 
 Eu não dou azar, se eles se dignassem a jogar é que era bom, ou então que o Cardozo marcasse!


segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

28 de Fevereiro de 2011

Mal meti os pés em casa, o pai zézé agarrou-me (com força) pelo braço, mas com aquela suavidade só dele, levou-me até ao meu quarto.
Quer falar comigo, pensei. WRONG!

- Não tens nada que me queiras dizer? – perguntou.
-Que eu saiba, não…! - respondi repentinamente, um pouquito assustada
- Margarida Rosa ! - Disse esforçando-se para não se rir na minha cara. (Não percebi)

Okay, vamos pensar em conjunto. Mas por muito que me esforçasse, não encontrava nada que me levasse a contar-lhe alguma coisa…!
Sim, eventualmente pode ter descoberto aquilo, mas nunca iria afazer esta cena!
acenei que não.
 Só o vi abrir a primeira (grande) gaveta da mesinha de cabeceira do meu quarto e soltei um AHHHHHHH, e mordi o lábio

Bela merda, tinha sido apanhada e automaticamente tinha dito que era meu, à descarada.
Agora só faltava a previsível pergunta, á qual eu não conseguiria escapar

- Tu fumas, Margarida Rosa?
- Oh papai, achas?
- Margaridaaaaaa ROSA !
-Não pai! (olhar ameaçador) Talvez…!(continuação do olhar ameaçador) Ás vezes pai ! muito raramente, quase nunca. o maço não é meu ! – Ele olhou para mim com a cara de quem não está a acreditar em NADA. - Não é TOTALMENTE meu.

não disse nada. OLHOU-ME, o suficiente para me fazer tremer, e para meu pasmo, atirou o maço preto para a cama e desatou-se a rir.
- Tu não tens juízo nenhum pois não?
Não respondi pois não era suposto fazê-lo.
- Este passa a ser da minha conta. É que o meu está a acabar

Ai, quem se riu, depois fui eu. Mas não teve muita piada.
Era Malboro!


sábado, 22 de janeiro de 2011

22 de Janeiro de 2011

Ao lanche, deitados no chão do meu quarto, a absorver vitamina D, ao som dos grandes Led Zeppelin :

- Maggie,eu gosto tanto de ti! Sabes porquê?
- Why? vai sair asneira Wilson, estou mesmo a sentir...!
- Porque és a minha versão do Plant. Só gostava de encontra, agora,  a minha do Jim Morrison
-Wilson, eu nem tenho os caracóis dessa maneira ...

Robert Plant e Jimi Page.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

2 de Janeiro de 2011

17 anos. Estou quase a fazer os 18. 
Esta é a idade para fazer TUDO, e sim, incluindo asneiras, embora que inocentes, mas asneiras.

 Imbecilidades para um dia, quando tivermos no sofá, vamos recordar com saudade, lembrar do quanto imponderados e inócuos éramos ao pensarmos que sabíamos tudo, que podíamos com tudo, que iríamos fazer tudo e viver tudo !
Que dominamos todo o Universo, com apenas 17 anos, e por acharmos que estávamos preparadíssimos para qualquer tempestade.
Eu AMO ser assim. Podem me julgar, podem dizer mal nas costas, porque não tem a coragem suficiente para o dizer na cara, mas nada importa quando a música apodera-se do meu corpo. Não é a musica comercial feita em 5 segundos. È aquela que têm história, que nos faz vibrar em cada compasso, pensar que mudar o mundo está ao alcança de toda a gente. A música torna-me na pessoa que sou, feliz. Se oiço Bob Dylan, não estou só a ouvir Bob Dylan. Estou a ver o que ele via, estou onde ele quis que eu estivesse, a sentir o que ele sentiu. Adapto. Assimilo, e vou crescendo assim, ouvindo Led Zeppelin, Beatles, Nirvana, , Jimy Hendrix, , Blink 182, e muitos mais que marcam todos os dias, durante toda a minha vida.
Estou no momento exacto de beber aquilo que não devo quando estou com amigos. Estou na idade de fumar um cigarro de madrugada ao som de Janis Joplin e pensar que vou mudar o mundo, naqueles poucos minutos, sem que os meus pais sonhem que eu o faça. Estou na idade de conviver muito, com os diferentes tipos de realidade. Aprender. Descobrir acerca daquilo que não vem nos livros da escola, e até do que vem. Quero saber tudo. Quero falar. Afirmar-me. Marcar uma posição. Tornar-me numa revolucionária saudável. Arquitectar as minhas ideologias e princípios. Ser-lhes sempre fiel.
Não me conseguem, nem me podem julgar por isso. Não têm o direito de me limitar. 
Não compreendo nem aceito o facto de quererem ficar chatiados por não conseguir, nem quererem acompanhar-me, e ainda por cima, deitarem-me as culpas por isso


Ora, que’sa foda.
Tenho uma vida toda pela frente, 17 anos apenas, se não gostam ou não compreendem, deixem-me ser assim, ignorem-me se a felicidade é alcançada com mais facilidade. Deixem-me poder fazer asneiras, por enquanto as inocentes, mas SÓ quando passar do limite, aí sim, julguem-me.
Enquanto isso não acontecer, deixem-me crescer.
Quero ouvir Jim Morrison e amar João !
Deixem-me idolatrar Joan Jett,  Jimmy Page, Janis Joplin, Barabara Ann e Coldplay.
 Opá, deixem-me ser eu, diferente e com o meu rock and roll.