sábado, 11 de agosto de 2012

11 de Agosto de 2012



Para milhões de Ucranianos, a cara de Viktor Yushchenko, intumescido, coberto de marcas de bexigas e profundamente descolorido, é um homem, onde a sua imagem se adequa perfeitamente a um pais que ainda sofre, repleto de cicatrizes do passado sangrento, mas contra todas as possibilidades a sobreviver.
Durante o mandato de de Kuchma (o antecessor de Viktor), a corrupção subiu desaforada, e a Ucrânia quase se metamorfoseou num estado-pária, com a NATO a recusar a presença do presidente nas suas conferências e os excedentes do exército vermelho a surgirem em recantos nada recomendáveis do planeta. Aviões de carga vendidos a comerciantes de cocaína na Colômbia (…)
Ainda hoje a policia encontra vitimas eliminadas nessa época entaipadas atrás de paredes ou debaixo de soalhos.

Uma realidade infeliz é que a Ucrânia enfrenta é a hemorragia do seu capital humano. Desde a dissolução da União Soviética, milhões de ucranianos partiram para o estrangeiro em busca de melhores condições de vida. Emigrantes, com formação, ganham mais dinheiro na apanha da batata do que como prestadora de serviços de saúde na Ucrânia.
Muitos ucranianos apostaram o futuro numa solução de compromisso frustrada: sacrificar a liberdade a troco de estabilidade.
É preciso conhecer a história. Existem linhas de fraturas; A Ucrânia nunca foi um país unificado. O leste sempre este mais próximo da Rússia; sempre olhou para Moscovo e o Oeste para a Europa.
As saudades da estabilidade dos tempos soviéticos são profundos no Leste do país.
Mas o país não está só, divido pelos ideais ora ocidentais ora ex-soviéticos, está profundamente divido pela maneira como pensam.

Ontem vi um documentário sobre a Ucrânia e vi-me na obrigação de explicar neste meu blog o que se passava em 2006, num dos antigos satélites da URSS. 
Infelizmente existe um paralelo entre a antiga Ucrãnia e o presente Portugal.
Tal como nos dias passados, o governo vendia patrimonio ao preço da chuva, hoje, em POrtugal, o nosso presidente, o Dr. Cavaco Silva, vendeu o Pavilhão Atlântico, que custou ao Estado, há 14 anos, 55 milhões de euros a construir. Agora é vendido ao genro do Cavaco e ao BES por cerca de 21 milhões de euros.


O que é que aconteceu na Ucrânia, para o povo conseguir livrar-se da tirania? Eleições livre e inteligentes.
Eu não sei o que se passa com os portugueses, mas será que ainda restam as cicatrizes da ditadura de Salazar? É esta a base do marasmo que se faz sentir por Portugal?

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