Teria sido enterrado ali perto. Mas era mentira, ele estava
vivo. Vivia ardentemente, e cada segundo queimava, dentro do meu coração.
Preenchia cada movimento da minha sombra. Seria o escravo da
minha vontade. Esta é a minha musica de Inverno, dentro do meu coração. Seria pecado não revelar a intensidade, a paixão com que ele vivia no
silencio e sentia o movimento. Tudo à sua volta movia-se segundo cada sopro
seu. E cada movimento era mais perfeito que o seguinte. Mais gracioso. Ele era
assim – eu sei porque eu o carreguei. Vivi a seu lado no seu mais tenebroso
medo: a inutilidade de que ele tinha receio de ver da existência. Porque eu, e só eu o
pude ajudar.
Ninguém sabe. Até eu tenho medo de pensar.
Mas estou certa.
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