sexta-feira, 20 de julho de 2012

21 de Julho de 2012

O amor é assim. Mas é assim mesmo. Não dura para sempre, não tem que ser como nos contos de fada. Pode durar durante duas semanas ou durante cinquenta anos. 
Mas não é eterno, porque nós também não somos. Nós apaixonamo-nos por uma pessoa, num determinado contexto,  numa determinada fase da vida, mas nós nunca iremos permanecer iguais, porque razão iremos querer, que uma coisa tão versátil, tão frágil como o amor dure para toda a eternidade?
sim, é verdade que poderão dizer-me que é isso que distingue o amor verdadeiro do efémero; é a capacidade de nós mesmos evoluirmos, mas ao lado de outra pessoa, passarmos todos os obstáculos da vida com a segurança de que iremos passar o resto da nossa vida com a mesma pessoa.
Mas só por si só, a ideia parece-me aborrecida, e é isso que causa o desgaste de todas as relações: a segurança maxima, o comodismo; o facto de saber que iremos ter aquela pessoa ao nosso lado.

na nossa vida temos diversas fases, passam diversas pessoas, diversas oportunidades e diversos locais; assim como nos aparece diversos amores, que nos vão fazer tremer, sentir borboletas no estômago, suar das mãos, iremos sonhar com elas todos os dias, tanto de noite como de dia.
temos que aceitar que não vai existir um só ser que nos faça esquecer do nosso proprio nome; vão existir vários, vários primeiros beijos que vos vão fazer voar até ao infinito.
Ás vezes oiço "andaram durante 2 anos, mas não deu certo. ele começou a gostar de outra". É claro que deu certo; foram felizes durante dois anos, onde cada um tirou o máximo proveito dessa relação, onde as circunstancias da vida permitiram que tivessem dois anos bastantes felizes. 
Agora chegou a altura de chorar, enterrar o sentimento e sorrir com saudade, porque é o preço a pagar por terem vivido daquela maneira.
A verdade é que do primeiro amor gosta-se mais, dos outros, gosta-se melhor. mas é isso mesmo que é a vida. Um mar cheio de percalços, onde a beleza reside no facto de cada dia ser suposto viver-se melhor, mas com a incógnita no horizonte.





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