Perdão não é difícil, pior mesmo é esquecer, literalmente.
Eu sei que nem sempre fui aquilo que merecias, mas depois retribuiste-me duma forma que jamais o meu corpo vai poder restabelecer-se.
Eu sei que tu mudaste, o teu brilho; eu também mudei, cresci, estou mais fria, mas ainda sinto como se um pedaço fosse arrancado de mim; mas não mudamos o suficiente. Já comprovamos que precisamos de encaixar como duas oreos.
Nunca senti algo tão forte por alguém, o tempo que passamos juntos, as tardes no moinho.. Contei-te cada detalhe de mim, cada segredo meu que jamais ousei contar a alguém. Tu eras o meu motivo de acordar e de sonhar. À noite, só eu escutava o baixinho, mas forte e verdadeiro "amo-te". Ainda choro por ti, pelas saudades, pelo que tinha e como eras.
Eu adorava gostar de ti como gostava antes. Não doía. Não magoava. Não me fazia chorar assim.
Sinto falta do teu cheiro, dos teus abraços apertados que me transmitem calafrios pelo corpo, mas a forma como precisava de ti, era doentia, transformava-me numa pessoa que eu não tinha orgulho em ser. Eu tinha deixado de ser divertida e leve.
Não, nunca me arrependi daquilo que fiz por ti, é como se tivesse feito por mim.
Eu sei que a culpa foi minha, devia ter-te dado motivos para ficares, e nunca te dei asas para voltares, mas mesmo assim voltas-te.
E o amor, continua ou será costume?
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